As crianças, desde a nascença que podem sofrer de doenças oculares como os erros refrativos (miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo), os estrabismos e a ambliopia (vulgarmente designado por olho preguiçoso). Estes problemas são, muitas vezes, detetados tarde demais e acabam por interferir no rendimento escolar das crianças. Os sinais indiretos, a que os pais e professores devem estar particularmente atentos, são, por exemplo:
- Aproximação do ecrã da televisão e outros aparelhos eletrónicos;
- Má postura e dificuldade na realização de tarefas escolares ou lúdicas, como
- desenhar;
- Semicerrar os olhos para focar objetos/imagens;
- Saltar frases durante a leitura;
- Olhos vermelhos ou dores de cabeça frequentes sobretudo ao final do dia;
- Dizer que não gosta de ir à escola ou apresentar dificuldades na própria
- aprendizagem.
A falta de visão pode ter como consequência o desinteresse nas aulas ou apatia, que pode conduzir a comportamento mais agitado devido à falta de concentração.
“É desejável mesmo na ausência de qualquer queixa, que seja agendada consulta com um médico oftalmologista por altura do início do ano escolar, de forma a evitar estas situações”, destaca Ana Vide Escada.