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Teste a sua Visão

Autotestes rápidos para estar atento à sua visão. Não substituem uma consulta — perante qualquer alteração, procure um médico oftalmologista.

Teste da DMI — Degenerescência Macular da Idade

A DMI pode levar à perda grave da visão e o diagnóstico precoce faz a diferença. Teste cada olho com a grelha de Amsler, em quatro passos.

Primeiro olho · passo 1 de 4

Tape o primeiro olho

Cubra um olho com a palma da mão, sem fazer pressão. Vai testar um olho de cada vez, a DMI começa muitas vezes apenas num deles.

Pode ser um sinal de doença grave da retina

O que descreve é compatível com sintomas de DMI. Isto não é um diagnóstico, marque uma consulta de oftalmologia com a maior brevidade.

Não registou alterações neste olho

Continue a vigiar a sua visão e repita o autoteste regularmente, sobretudo a partir dos 50 anos.

Notou alguma alteração? Procure o seu médico oftalmologista.

O diagnóstico precoce é determinante para preservar a visão.

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Tudo sobre a DMI

A informação essencial, numa só página.

O que é a Degenerescência Macular da Idade (DMI)?

A degenerescência macular da idade (DMI) é uma doença dos olhos que afeta a mácula, uma pequena área central da retina responsável pela visão central nítida, essencial para atividades como ler, conduzir e reconhecer rostos.

DMI seca (atrófica)

É o tipo mais comum, representando cerca de 85–90% dos casos. A retina fica gradualmente mais fina e atrófica. A progressão é geralmente lenta e a perda de visão ocorre ao longo de anos.

DMI exsudativa (húmida)

Menos comum, mas mais grave, pois a perda de visão pode ser rápida e severa. Novos vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina e a mácula, podendo haver hemorragias e acumulação de líquido, causando cicatrizes e lesões mais rápidas da mácula.

Existem 3 estádios da DMI — precoce, intermédio e tardio. O risco de progressão e de perda de visão varia consoante o estádio, pelo que é importante seguir as recomendações do seu médico oftalmologista.

Quais os sintomas?

Os sintomas da DMI podem variar consoante o tipo (seca ou exsudativa) e a gravidade da condição, e podem ser:

  • Visão baça. Dificuldade em ver os objetos nitidamente, sobretudo no campo visual central; letras e números podem parecer desfocados ao ler.
  • Distorção visual (metamorfopsia). Linhas retas, como as ombreiras das portas ou o horizonte, podem parecer onduladas ou tortas; os objetos podem parecer menores ou mais distantes do que são.
  • Manchas escuras ou áreas de visão perdida. Aparecimento de uma mancha escura ou área vazia no centro da visão (escotoma), tornando difícil reconhecer rostos ou ler.
  • Dificuldade de adaptação à luz baixa. Dificuldade em adaptar a visão ao entrar num ambiente escuro ou ao conduzir à noite.
  • Dificuldade em reconhecer rostos familiares, devido à visão central comprometida.
  • Dificuldade em atividades de pormenor. Ler, costurar, usar o computador ou conduzir podem tornar-se desafiantes.
  • Alteração na perceção das cores. Em alguns casos, as cores podem tornar-se menos vivas ou diferentes.

Sintomas específicos por tipo de DMI

  • DMI seca. Os sintomas desenvolvem-se lentamente ao longo de vários anos, com aumento gradual da dificuldade de ver nitidamente, sobretudo com pouca luz.
  • DMI exsudativa. Os sintomas podem surgir repentinamente e progredir com rapidez, com perda súbita de visão central ou distorções visuais mais severas.

A DMI é uma doença progressiva e, quanto mais cedo for diagnosticada, mais eficaz pode ser o tratamento para atrasar a progressão e minimizar a perda de visão. Quem note qualquer um destes sintomas deve consultar um oftalmologista o mais rapidamente possível.

Como é diagnosticada?

A DMI é diagnosticada através de exames oftalmológicos realizados por médicos oftalmologistas, que avaliam a saúde da retina e da mácula. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento adequado e atrasar a progressão da doença.

Principais métodos e exames

  • Teste de acuidade visual. Avalia a visão e deteta perda de visão central. Em visões muito baixas, existem escalas próprias para avaliar a progressão ou a resposta ao tratamento.
  • Exame de fundo de olho (fundoscopia). Com as pupilas dilatadas, observa-se a retina; pode documentar-se com retinografias para monitorizar a evolução ao longo do tempo.
  • Tomografia de coerência ótica (OCT). Exame de imagem não invasivo que capta imagens detalhadas das camadas da retina, ajudando a classificar o estádio e o tipo de lesão. A OCT-angiografia (OCT-A) mostra os vasos sem injeção de contraste.
  • Angiografia com fluoresceína. Um corante injetado no braço permite fotografar o fluxo sanguíneo da retina e identificar vasos anormais e fugas de líquido, comuns na DMI húmida.
  • Angiografia com indocianina verde. Usa um corante diferente para imagens mais detalhadas dos vasos da retina e da coroide, útil para detetar novos vasos não visíveis na fluoresceína.
  • Autofluorescência. Técnica não invasiva que avalia a saúde da mácula, particularmente útil na deteção e seguimento das áreas de atrofia (DMI seca).

Avaliação e acompanhamento

Após o diagnóstico, o oftalmologista identifica o tipo de DMI (seca ou húmida) e o estádio da doença. O acompanhamento regular é essencial: na DMI seca os exames podem ser menos frequentes, enquanto a DMI húmida exige visitas mais regulares para monitorizar a resposta ao tratamento.

Quais os fatores de risco?

A DMI é uma condição multifatorial: fatores genéticos, ambientais e comportamentais podem contribuir para o seu desenvolvimento. Os principais fatores de risco são:

  • Idade. O fator mais significativo. É mais comum a partir dos 50 anos e o risco aumenta com a idade — a maioria dos casos ocorre depois dos 60.
  • História familiar e genética. Ter um familiar de primeiro grau com DMI aumenta significativamente o risco.
  • Raça e etnia. Pessoas de descendência caucasiana têm um risco mais elevado.
  • Tabagismo. Um dos fatores modificáveis mais fortes. Fumar contribui para o stress oxidativo e os danos na retina.
  • Exposição solar e radiação UV. A exposição prolongada pode aumentar o risco; proteger os olhos com óculos que bloqueiem os UV é recomendado.
  • Dieta e nutrição. Uma dieta pobre em antioxidantes e rica em gorduras saturadas e alimentos processados aumenta o risco; frutas, vegetais, peixe e frutos secos ajudam a proteger.
  • Obesidade e sedentarismo. O excesso de peso e a falta de atividade física associam-se a maior risco de progressão.
  • Género. Alguns estudos sugerem risco ligeiramente maior nas mulheres, possivelmente pela maior esperança de vida.

Enquanto a idade, a genética e a etnia não são modificáveis, fatores como o tabagismo, a dieta, o peso, a atividade física e a proteção solar podem ser controlados para reduzir o risco de desenvolvimento ou de progressão da DMI.

Posso prevenir?

Não é possível prevenir completamente a DMI, sobretudo devido a fatores não modificáveis como a idade e a genética. Ainda assim, há medidas que reduzem o risco ou atrasam a progressão — focadas na modificação dos fatores controláveis e num estilo de vida saudável:

  • Não fumar. Parar de fumar é uma das medidas mais eficazes; o tabaco aumenta o risco e acelera a progressão. Procure apoio para deixar de fumar (programas de cessação, medicação, terapia comportamental).
  • Dieta saudável e equilibrada. Alimentos ricos em antioxidantes (vitamina C e E, luteína, zeaxantina) — vegetais de folha verde escura, frutas e legumes coloridos; ácidos gordos ómega-3 (salmão, atum, sardinha); reduzir gorduras saturadas e trans, optando por azeite, frutos secos e abacate.
  • Peso saudável e exercício regular. Caminhar, correr, andar de bicicleta e atividades aeróbicas ajudam a manter o peso, melhoram a circulação e beneficiam a saúde ocular.
  • Proteger os olhos do sol. Óculos que bloqueiem 100% dos raios UV-A e UV-B e chapéus de aba larga ajudam a reduzir os danos solares.
  • Exames oculares regulares. Consultas regulares com o oftalmologista permitem detetar precocemente a DMI e outras condições. Quem tem fatores de risco elevados (história familiar, tabagismo) deve ter acompanhamento ainda mais frequente.
  • Suplementos nutricionais (se indicado). Em alguns casos, sobretudo em estádios intermédios, suplementos com antioxidantes e zinco (estudos AREDS e AREDS2) podem atrasar a progressão. Fale sempre com o médico antes de iniciar qualquer suplemento.

Em conclusão

Embora não haja forma garantida de prevenir a DMI, estas medidas podem reduzir significativamente o risco e ajudar a manter uma visão saudável por mais tempo. Em caso de dúvidas ou preocupações sobre a saúde ocular, consulte sempre um oftalmologista.

Tenho DMI! O que devo fazer?

Se foi diagnosticado com degenerescência macular da idade (DMI), é importante seguir algumas orientações para gerir a condição e proteger a sua visão. Embora a DMI não tenha cura, há várias estratégias e tratamentos que ajudam a atrasar a progressão e a melhorar a qualidade de vida.

Consultar regularmente um oftalmologista

O acompanhamento médico regular é crucial para monitorizar a progressão e ajustar o tratamento. O oftalmologista pode realizar exames como a tomografia de coerência ótica (OCT) para detetar qualquer nova atividade da doença.

Seguir o plano de tratamento prescrito

  • DMI seca. Pode ser recomendada uma suplementação nutricional específica com antioxidantes e zinco (estudos AREDS e AREDS2), sobretudo em estádios intermédios ou avançados.
  • DMI húmida. O tratamento pode incluir injeções intraoculares de anti-VEGF para reduzir o crescimento de vasos anormais e a fuga de líquido. Cumpra o calendário de injeções e todas as consultas agendadas.

Adotar um estilo de vida saudável

  • Parar de fumar. O tabagismo é um fator de risco significativo que pode acelerar o dano ocular; deixar de fumar reduz o risco de progressão.
  • Dieta nutritiva. Rica em antioxidantes (vitaminas C e E, luteína, zeaxantina) e ácidos gordos ómega-3 — frutas, vegetais, peixe (salmão, atum, sardinha) e frutos secos.
  • Exercício regular. Melhora a circulação e a saúde geral, ajudando a manter uma visão saudável.
  • Proteger os olhos do sol. Óculos que bloqueiem 100% dos raios UV e chapéu de aba larga ao ar livre.

Auxílios visuais e reabilitação

Lentes de aumento, lupas eletrónicas e iluminação adequada ajudam na leitura e nas tarefas de perto. Os programas de reabilitação visual ajudam a maximizar a visão restante e a adaptar-se às mudanças.

Monitorizar mudanças na visão

Use uma grelha de Amsler em casa com regularidade e informe imediatamente o seu oftalmologista se notar linhas onduladas, manchas escuras ou distorções. A deteção precoce permite iniciar o tratamento mais cedo e maior probabilidade de preservar a visão — perante qualquer alteração, mesmo mínima, procure logo um médico oftalmologista.

Manter-se informado e procurar apoio

Informar-se sobre a condição e as opções de tratamento ajuda a tomar decisões esclarecidas. Os grupos de apoio para pessoas com DMI oferecem suporte emocional e dicas práticas para lidar com a perda de visão.

Em conclusão

Gerir a DMI envolve consultas regulares ao oftalmologista, adesão ao tratamento, mudanças no estilo de vida, uso de auxílios visuais e monitorização contínua da visão. Com cuidados adequados, é possível ajudar a preservar a visão e melhorar a qualidade de vida. Em caso de dúvidas, consulte sempre o seu oftalmologista.

Há tratamento?

Sim, há tratamentos disponíveis para a DMI, embora variem consoante o tipo (seca ou húmida) e o estádio da doença. Os tratamentos visam sobretudo atrasar a progressão e preservar a visão existente, pois não há cura definitiva para a DMI.

Tratamento para a DMI seca (atrófica)

A atrofia geográfica é uma forma avançada da DMI seca, em que áreas da retina (epitélio pigmentar e fotorrecetores) degeneram gradualmente. Não há cura completa, mas avanços recentes trazem novas estratégias para atrasar a progressão e controlar os sintomas.

  • Tratamentos aprovados pela FDA (EUA), ainda não aprovados na Europa. O pegcetacoplano e o avacincaptide pegol são administrados por injeções intravítreas regulares; não revertem as lesões já causadas, mas demonstraram atrasar o crescimento da atrofia geográfica.
  • Suplementos (fórmula AREDS2). Não tratam diretamente a atrofia, mas ajudam a prevenir a progressão da DMI nos estádios iniciais. A fórmula inclui vitamina C, vitamina E, zinco, cobre, luteína e zeaxantina, reduzindo o stress oxidativo na retina.
  • Auxílios de baixa visão e reabilitação. Lupas, lentes especiais e dispositivos eletrónicos facilitam a leitura e as tarefas diárias; os programas de reabilitação ensinam a usar melhor a visão periférica restante.

Terapias emergentes e investigação: terapia genética, terapia com células estaminais, agentes neuroprotetores e medicamentos orais ou tópicos estão em estudo e revelam-se promissores, embora ainda não disponíveis.

Tratamento para a DMI húmida (exsudativa)

Menos comum, mas mais agressiva: vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina e podem libertar líquido ou sangue, causando perda de visão rápida. O tratamento procura parar ou atrasar esse crescimento para prevenir lesões da mácula. Existem tratamentos eficazes que preservam — e por vezes melhoram — a visão.

  • Injeções intravítreas de anti-VEGF (primeira linha). Bloqueiam a proteína que estimula os vasos anormais, reduzindo o seu crescimento e as fugas. Opções: ranibizumab, aflibercept, bevacizumab, brolucizumab e faricimab. São administradas no olho pelo oftalmologista, em ambulatório com anestesia local; começam habitualmente mensais e o intervalo vai sendo alargado à medida que a doença estabiliza.
  • Terapia fotodinâmica (TFD). Hoje em geral de segunda linha ou em combinação com o anti-VEGF: um fármaco fotossensível (verteporfina) é injetado numa veia e ativado por um laser frio que destrói seletivamente os vasos anormais.

Terapias emergentes: terapia genética para supressão prolongada do VEGF, o Port Delivery System (reservatório implantável de libertação lenta) e medicamentos orais ou tópicos estão em investigação, podendo no futuro reduzir a frequência das injeções.

Em conclusão

O tratamento principal da DMI húmida são as injeções intravítreas de anti-VEGF, muito eficazes na preservação da visão. Outros tratamentos, como a terapia fotodinâmica, podem ser usados em casos específicos ou em combinação. O acompanhamento regular com o oftalmologista é essencial para monitorizar a doença e ajustar o tratamento.

Um conselho da SPO e do Grupo de Estudos da Retina (GER), com o apoio de